Publicação feita no site oficial da NASA comprova a proporção dos incêndios na Amazônia

Na última quarta-feira (21), a NASA publicou uma nota em seu site oficial alertando o mundo sobre as queimadas na Amazônia brasileira. Com índices alarmantes, imagens mostram que os incêndios florestais já podem ser vistos do espaço, em fotos coletadas pela própria NASA um dia antes da publicação. As imagens são feitas utilizando satélites de alta perfomance que captam imagens por camadas e mostra parte do território brasileiro coberto por fogo e fumaça.

Depois da tarde de segunda-feira (19), quando o céu de diferentes cidades brasileiras ficou completamente escuro, diversas pessoas compartilharam nas redes sociais imagens que mostravam a cor cinza por todas os lugares. Diversos voos deixaram de pousar em aeroportos da capital paulista devido à falta de visibilidade. Em alguns lugares a quilômetros de distância das queimadas, moradores coletaram água da chuva com uma cor escura e cheiro de fumaça.

Lynn Janne, profissional da NASA, publicou que os incêndios desproporcionais estão aparecendo em diferentes estados que detém o bioma da Amazônia brasileira. Além da NASA, diversos outros órgãos manifestaram-se sobre os incêndios na Amazônia e a quantidade preocupante de desmatamento que vem acontecendo nos últimos meses, incluindo parte de parques nacionais, unidades de preservação e reservas indígenas que estão sendo devastadas.

“Não é incomum ver incêndios no Brasil nesta época do ano devido às altas temperaturas e baixa umidade. O tempo dirá se este ano é um recorde ou apenas dentro dos limites normais.” diz Lynn Janne em sua publicação.

Um pouco antes do pronunciamento feito pela NASA, autoridades do Acre, estado que teve um aumento de 196% no número de focos de incêndio, informaram que os bombeiros locais já não estão conseguindo atender os novos chamados de incêndio e decretaram alerta ambiental. No Amazonas o número de focos de incêndio subiu 146%, segundo publicação feita no jornal O Globo.

Imagens de satélite mostra território brasileiro coberto por fogo e fumaça densa. Imagem: Lynn Jenner / NASA

Outros estados brasileiros como o Pará, Rondônia, Maranhão, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, também tiveram aumentos desproporcionais na quantidade de áreas devastadas pelo fogo e pelo desmatamento. O fato de ter ocorrido degradações simultâneos em áreas diferentes regiões preocupa ambientalistas e a sociedade, já que a Floresta Amazônica – maior floresta tropical do mundo – regula o clima em diferentes regiões e sua degradação pode causar grandes impactos nos ecossistemas do planeta.

Segundo levantamento feito pelo Instituto de Pesquisas Espaciais (INPE), mostra que houve uma elevação no número de áreas desmatadas, chegando em 278% a mais em julho, quando comparado ao mesmo mês do ano anterior. Especialistas indicam que, com o aumento desse número e clima seco, reverter a quantidade de incêndios se torna ainda mais difícil.

Incêndio na Amazônia preocupa ambientalistas. Foto: Daniel Beltra/Greenpeace

Noruega e Alemanha deixam de enviar recursos ao Fundo Amazônia

A Noruega e a Alemanha, dois dos principais países que investiam na preservação da Amazônia, informaram no mesmo mês sobre a suspensão dos recursos enviados ao Fundo Amazônia. Esses pagamentos eram feitos desde 2009, quando o fundo foi criado com o objetivo de financiar projetos que buscam preservar a Amazônia Legal brasileira.

Há menos de três semanas, a Noruega suspendeu repasse no valor de R$ 133 milhões para o Fundo Amazônia, enquanto a Alemanha, a primeira a adotar a medida, congelou o repasse de R$ 155 milhões. Em resposta, o atual presidente do Brasil debocha: “Eu queria até mandar um recado para a senhora querida Angela Merkel, que suspendeu US$ 80 milhões para a Amazônia. Pegue essa grana e refloreste a Alemanha, tá ok? Lá está precisando muito mais do que aqui”.

Agora, com o cenário crítico e aumento constante no número de incêndios, o governo começou a usar verba do Fundo Amazônia, financiado pela Noruega e pela Alemanha, com o objetivo de conter os incêndios.

Juntas, Noruega e Alemanha já injetaram mais de R$ 3,4 bilhões para o Fundo Amazônia, que busca garantir práticas que preservam a diversidade da maior floresta tropical do mundo.

Fonte: NASA

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