Mesmo em tempos de crise econômica no País, a quantidade de intercambistas brasileiros cresceu cerca de 20% no último ano

A Belta – Brazilian Educational & Language Travel Association, revelou em sua última pesquisa que o mercado brasileiro de educação internacional cresceu 20,46% em 2018. Isso na verdade quer dizer que o número de brasileiros que conseguiram estudar no exterior, passou de 302 mil estudantes para cerca de 365 mil. A quantia total movimentada pelo setor de intercâmbio foi de 1,2 bilhão de dólares, ainda que isso ocorreu mesmo em um ano de crise econômica e de instabilidade política.

Essa pesquisa foi apresentada na tarde do dia 9 de abril, no Consulado da Irlanda, sediado na cidade de São Paulo. A presidente da Belta, Maura Leão, e os representantes da Mobilidade Acadêmica revelaram que mais de 5 mil estudantes e 500 agências responderam esta pesquisa, o que facilitou a conclusão do levantamento.

Quem são os intercambistas brasileiros?

Foto: Adolesco / Pixabay

Temos a ideia de que só jovens tendem a viajar para o exterior, mas isso não é verdade. De acordo com a pesquisa, pessoas acima de 40 anos estão fazendo mais intercâmbios, podem ser para aprender idiomas, melhorar a carreira profissional ou na busca por novas culturas e experiências. Para Maura, essa constatação é quase natural, já que pessoas nessa faixa etária estão mais estáveis financeiramente, o que garante maior flexibilidade de tempo e condições para se aventurarem no exterior.

Outro número interessante descoberto é que cerca de 60% das pessoas que decidem viajar são mulheres, revelando até que a maioria decide ir sozinha, sem amigos ou nenhum tipo de conhecido nos destinos.

Principais destinos dos intercambistas brasileiros

Dublin. Foto: papagnoc / Pixabay

Os destinos mais procurados são: Canadá, EUA, Reino Unido, Irlanda, Austrália e Malta. O Canadá lidera essa corrida há 13 anos, mas Malta vem crescendo ao longo dos anos por conta de politica de estudo e trabalho, que possibilita que o estudante mesmo fazendo um curso tenha o direito legal trabalhar durante os estudos, o que reduz o investimento do intercâmbio.

Outra descoberta interessante é que os intercambistas estão percebendo que vale a pena viajar em países próximos, como no caso do Brasil, para algum outro país da América do Sul. Mesmo com o idioma inglês sendo o pioneiro nas buscas, línguas como espanhol e francês também estão recebendo muitas buscas. Agências como a World Study, oferecem pacotes de intercâmbio com opções de estudos e trabalho no exterior, sendo uma ótima oportunidade para alavancar o currículo com experiências realmente autênticas. As oportunidades são imensas!

Nesse aspecto, a pesquisa também revelou pontos que interferem na decisão do estudante na hora de escolher um destino, como o câmbio favorável (que se destaca em primeiro lugar), ser um país com língua nativa inglesa (segundo lugar), e que o local tenha qualidade de vida (terceiro lugar).

Quais são os cursos mais escolhidos pelos intercambistas?

Em primeiro lugar se encontra os cursos de idioma, liderado pela língua inglesa. Mas, logo depois estão os cursos que permitem trabalhar e estudar, férias teen, graduação e por fim a modalidade High School, onde o estudante faz o ensino médio no exterior, aproveitando a disponibilidade dessa fase da vida.

A presidente da Belta, segue otimista com os resultados e a ascensão dos cursos de graduação. Durante o evento ela explica: “Um dos motivos de vermos essa ascensão dos cursos de graduação é a especialização maior das universidades do exterior em receber os brasileiros e também pela possibilidade desse aluno ir como intercambista esportivo. Várias instituições de ensino do exterior valorizam o esporte e por isso tivemos um aumento de 20% no número de jovens indo nessa modalidade de intercâmbio. Em números absolutos: 3 mil indivíduos embarcaram para fazerem graduação com bolsa parcial e/ou total devido ao esporte”.

Esses cenários mostram que fazer uma viagem para estudar no exterior tem sido cada vez mais a prioridade de brasileiros que desejam viver uma nova experiência, pois além do intercâmbio cultural, os estudos no exterior são um grande diferencial no mundo corporativo.

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