Belezas naturais, castelos medievais, construções históricas e cenários surpreendentes: descubra os segredos que fazem os visitantes da Escócia se apaixonarem pelo país

Além de ser um país rico de histórias e tradições, a Escócia é cheia de belas paisagens e, por isso, é um dos lugares que mais atrai turistas de todas as partes do mundo. Para descobrir algumas das surpresas que esse lugar encantador guarda, listamos algumas cidades que vão tornar a sua viagem ainda mais incrível do que você poderia imaginar.

Edimburgo


Foto: Carlos Delgado / Pixabay

Cidade mais visitada da Escócia, Edimburgo tem atrações que conquistam todos os tipos de visitantes: ruas de paralelepípedo, construções medievais, pubs e museus são apenas algumas das coisas que os visitantes podem fazer para conhecer o que a região tem para oferecer. Um dos centros culturais da Europa, o local é lindo, respira história e é um dos lugares mais acolhedores do mundo, por isso é o tipo de cidade que todas as pessoas deveriam visitar ao menos uma vez na vida.

É impossível começar um roteiro por uma das maiores cidades do país sem seu principal ponto turístico: o Castelo de Edimburgo. A construção, que pode ser encontrada em cima de uma montanha rochosa no meio de Edimburgo, passou por muitas reconstruções e transformações ao longo das décadas. Dentro da fortaleza há diversos locais para visitar, como a Capela de Santa Margarida (o edifício mais antigo da região), a one o’clock gun (arma localizada no castelo que dispara, diariamente, às 13h), o Palácio Real (que foi a casa oficial da família real), as prisões de guerra, entre outros; para conhecer o castelo inteiramente, é preciso separar cerca de três ou quatro horas do dia, pois há muita coisa para ser vista.

Quer um passeio animado? É só passar pela Royal Mile. Além de ter uma série de pontos turísticos localizados ao longo da rua – que é o coração da cidade, é um lugar cheio de vida, com muitos artistas, lojas, museus e restaurantes; caminhar por ela é como viajar através da história de Edimburgo. Uma visita a Tartan Weaving Mill, uma loja gigantesca de produtos escoceses, pode ser uma ótima maneira para explorar um pouco mais sobre a cultura local – até mesmo entender como funciona o processo de produção para fazer um kilt, aquelas saias em tecido xadrez que são usadas pelos homens.

Aproveitando a caminhada, é importante ficar bastante atento a todos os detalhes espalhados pelas ruas, como o Heart of Midlothian Mosaic (um mosaico em formato de coração que foi, por muitos anos, uma prisão e local de execução pública), as estátuas de Adam Smith (considerado o “pai da economia moderna” e figura central para o iluminismo escocês), Water Scott (escritor, dramaturgo e poeta escocês) e David Hume (um dos pensadores mais importantes do iluminismo escocês), e o local onde aconteceu a última execução pública em 1864.

Um dos lugares mais interessantes de Edimburgo, certamente, é o Beco de Mary King. A atração – famosas por conta das lendas urbanas, mitos e histórias assustadoras – fica embaixo dos edifícios da Royal Mile e os visitantes podem conhecer o local em uma visita guiada para aprender um pouco sobre os personagens que viveram por ali.

Quem não abre mão de ver construções históricas precisa conhecer a Catedral de Santo Egídio, construída em homenagem ao padroeiro da cidade, uma das igrejas mais importantes da Escócia. Linda por fora e impressionante por dentro, a catedral conta uma uma programação com diversos concertos, corais e recitais de órgãos que tornam a visita ainda mais especial.

Depois de tanto caminhar para conferir os cartões postais da cidade, nada melhor que uma parada para comer, certo? Para provar os pratos típicos da Escócia, os restaurantes locais da capital  são as melhores opções; não deixe de experimentar o black pudding (salsichão defumado feito com sangue coagulado) e o haggis (massa de farinha de aveia com bucho de carneio recheado com víscera, um prato parecido com a buchada de bode nordestina), duas iguarias da gastronomia escocesa.

Glasgow


Foto: brigsteer / Pixabay

Irreverente, ousada e cosmopolita, Glasgow é famosa por sua arquitetura vitoriana, pela modernidade e a animação da cidade. Basta caminhar um pouco pelas ruas para notar que não faltam música, pubs com bebidas refrescantes e comida típica – afinal, turistas também é explorar a culinária local.

O Farol de Glasgow é um dos cartões postais da cidade por sua importância história, beleza e também por proporcionar uma das vistas panorâmicas mais impressionantes do destino. Construído inicialmente para o jornal Glasgow Herald, o prédio abriga atualmente uma exposição que homenageia Charles Rennie Mackintosh, arquiteto responsável pelo projeto deste e de outras construções da cidade.

Os apaixonados por arte se encantam ao conhecer a GoMA (Gallery of Modern Art), um museu instalado em um prédio neoclássico do século XVIII cujo acervo conta com obras de grandes nomes, como Andy Warhol e Sebastião Salgado, por exemplo. Mas a parte mais interessante do museu fica do lado de fora: é a estátua do Duque de Wellington com um cone de trânsito na cabeça. Por muito tempo, as autoridades removeram o objeto, mas no dia seguinte lá estava ele novamente – uma demonstração do bom humor dos moradores locais -, então, eles acabaram cedendo e hoje o cone na estátua se tornou um símbolo de Glasgow.

Quem gosta da boêmia europeia precisa colocar uma visita em West End, um local bastante descolado, cheio de lojas, bares e restaurantes. Um ótimo passeio é caminhar para observar a arquitetura e charme do bairro, e quem estiver a procura de um lugar para tomar uma cerveja precisa passar pelo Òran Mór, um bar que funciona no subsolo de uma igreja do século XIX.

Para aproveitar um pouco da natureza da Escócia, uma parada no Jardim Botânico de Glasgow é parada obrigatória. É comum ver pessoas aproveitando a tarde e fazendo piqueniques no gramado – especialmente no outono, quando o lugar fica extremamente bonito -, observando as estufas ou curtindo algum evento público (como concertos, apresentações de teatro e pequenas feiras de artesanato) que acontecem nos finais de semana e são eventos imperdíveis para quem quer conhecer um pouco melhor como funciona a vida na cidade.

Como os pratos típicos da Escócia são bastante peculiares, muitos viajantes ficam receosos de provar a comida local, mas isso não é um problema em Glasgow, pois a cidade tem restaurantes típicos de comida escocesa, mas também estabelecimentos especializados em comida mexicana, tailandesa, americana e muitas outras opções, ou seja, certamente, o turista vai encontrar algo que agrada o paladar.

Perth


Foto: via @boraviajartt

Localizada às margens do rio Toy, Perth é uma cidade extremamente importante na Escócia – muitos não sabem, mas ela foi capital do país por cerca de 500 anos – e dona de belezas que encantam os turistas que se aventuram pela região. Então, não se engane: apesar de ser uma cidade pequena, há atrações que fazem a visita valer à pena.

Quando a ideia é curtir a cidade por apenas um final de semana, o programa que precisa fazer parte do roteiro é uma visita a feira de Perth, onde produtores locais vendem seus artesanatos e produtos frescos diretamente para os consumidores. Além disso, também é uma ótima maneira de ver como vivem os escoceses, tomar café da manhã com um delicioso bolo de mel, prato típico do país, e se divertir com toda a atmosfera vibrante da região. No centro da cidade existem diversas feiras, algumas com opções de entretenimento para as crianças, música ao vivo e até mesmo animais.

A Galeria Fergusson é um dos grandes tesouros de Perth! O local é dedicado a John Duncan Fergusson, um dos artistas mais influentes e importantes do Reino Unido. O museu não é grande e a entrada é gratuita, logo é fácil encaixá-lo na programação da viagem.

St. Andrews


Foto: spotoftea / Pixabay

Localizada a apenas 80 quilômetros da capital escocesa, St. Andrews foi um dos mais importantes centros de peregrinação do país durante o período medieval, pois os romeiros iam para lá adorar o santo que foi o primeiro padroeiro da Escócia e deu nome à cidade. Atualmente, a região – cheia de história – mudou muito e se tornou ainda mais acolhedora e cheia de charme.

A grande atração da cidade é a St Andrews Cathedral, uma igreja construída no século XII e que já foi a maior e mais esplêndida de toda a Escócia. Hoje em dia, quem visita o local se depara com as ruínas da construção, mas não se engane: isso não diminui a importância e beleza do local, apenas o torna ainda mais único. Outra visita obrigatória para os viajantes é o Museu da Catedral, que tem uma coleção de impressionantes esculturas medievais e a Torre de St. Rule, onde é possível subir e ter uma vista magnífica de St Andrews.

Autointitulada como “a terra do golf”, os turistas que chegam por lá ficam ansiosos para conhecer o Old Course, o mais antigo e icônico campo de golfe do mundo. Como é um campo público, aberto a todos, mesmo quem não tem familiaridade com o esporte se diverte ao visitar o local – que já recebeu alguns dos principais jogadores e campeonatos – e observar os jogos acontecendo. Próximo aos campos de golf, o Museu do Golf é o melhor lugar para os curiosos entenderem a evolução do esporte ao longo dos anos.

Outro lugar muito interessante para conhecer é o St Andrews Aquário, localizado sob os penhascos com vista deslumbrante para a praia. Quem visita o lugar garante que é transportado para um mundo subaquático de aventura e descobertas, já que ele abriga algumas das mais belas, fascinantes e perigosas criaturas marinhas, além de permitir a interação com alguns animais, como pinguins e répteis.

Você sabia que St. Andrews foi a “cidade cupido” do príncipe William, Duque de Cambridge, e Kate Middleton? O casal se conheceu quando frequentavam a Universidade de Saint Andrews (a mais antiga e renomada do país) e, desde então, o local se tornou ainda mais especial e por isso atrai muitos visitantes.

Uma visita à cidade só é completa depois que o turista provar um Deep Fried Mars, uma iguaria local que é uma barra de chocolate recheada com caramelo empanada e frita. Um doce, simplesmente, irresistível!

Aberdeen


Foto: Graeme Churchard / Flickr

Aberdeen pode não ser uma metrópole, mas não se engane: é uma cidade surpreendente e deveria estar na lista de “lugar para conhecer” de todos os viajantes, especialmente aqueles que amam se aventurar pela Europa. Por não ser um lugar muito turístico, quem visita a região consegue se sentir um verdadeiro escocês, pois se aproxima da rotina dos moradores, os lugares mais frequentados por eles, os programas de final de semana, mas tudo isso sem deixar de conhecer os cartões postais que “a cidade do granito”, como a localidade é conhecida por conta de seus prédios históricos cinza, tem a oferecer.

Localizada na costa leste da Escócia, a região é um verdadeiro tesouro para os amantes da natureza, que se encantam com suas paisagens e tem variadas opções de turismo como o Aberdeen Winter Gardens, o maior jardim interior de todo o continente que possui uma coleção impressionante de plantas de todo o mundo.

O Castelo Dunnottar, que fica no alto de um penhasco de frente para o mar, é um dos lugares mais lindos do país. Para visitá-lo é preciso enfrentar uma trilha, mas não há preocupação com o cansaço, pois a caminha valerá a pena já que no caminho até a construção existem alguns bancos e mirantes para que os turistas possam parar por um tempo para apreciar a vista.

Por abrigar um dos principais portos de pesca do país, a cidade é dona de um grande mercado de peixes e por isso tem como principal especialidade gastronômica os pratos com frutos do mar. E para se deliciar com as opções de alimentação do passeio, afinal, experimentar pratos diferentes também faz parte do turismo, o viajante precisa provar o famoso buttery antes de deixar o destino; feito com manteiga e banha, o biscoito foi criado no século XIX para os marinheiros que precisavam de calorias para aguentar as jornadas em alto mar. Já que o assunto é a relação marítima de Aberdeen, uma curiosidade sobre a região é o fato de que ela abriga uma das únicas praias de areias claras.

Uma viagem de férias para a Escócia só pode ser completa depois de um tradicional copo de whisky, não é mesmo? Uma experiência única aos visitantes que conhecem o destino é passar por algumas destilarias – que estão preparadíssimas para receber os turistas – para degustar essa bebida tão clássica.

Fort William


Foto: Tony Hisgett / Flickr

Conhecida como “capital outdoor do Reino Unido”, Fort William recebe turistas durante o ano inteiro por conta da grande variedade de aventuras ao ar livre que oferece – consequência de sua proximidade com diversas montanhas e trilhas -, desta forma, seja primavera, verão, outono ou inverno, o viajantes podem fazer escaladas, canoagem ou até mesmo hiking. É na região que está situada a maior montanha do país, ou seja, há muitas coisas bonitas para desbravar e observar pela região; o que não falta é emoção e ar fresco!

A principal rua da cidade é a High Street, onde é possível encontrar de tudo um pouco: pubs, restaurantes, lojas, cafés, entre outras coisas. Aproveitando o passeio, o viajante precisa fazer uma parada obrigatória no West Highland Museum, um lugar cheio de exposições fascinantes e uma coleção história (sobre arqueologia, Era Vitoriana e Jacobitismo) que chama a atenção mesmo das pessoas que não gostam muito de fazer passeios históricos.

A Neptune’s Staircase, ou Escadaria de Netuno, é uma maravilha da engenharia: composta por oito eclusas no Canal da Caledônia, ela tem um design complexo que permite a passagem de barcos. Para entender melhor seu funcionamento, separe algumas horas no roteiro de viagem para caminhar pelas degraus e conferir de perto como funcionam os maquinários e ver os navios passando. Para aproveitar o passeio por completo, nada melhor que um delicioso piquenique às margens da construção, ouvindo o relaxante barulho da água e com as montanhas ao fundo – o que torna o local um ótimo cenário para fotos.

As melhores coisas de Fort William não são suas atrações, mas sim suas paisagens deslumbrantes e repletas de montanhas, cachoeiras e toda a natureza presente por todos os lados. Ben Nevis está a 1.344 metros acima do nível do mar e sua subida pode demorar entre quatro e oito horas (um tempo que depende da quantidade de paradas para trocar de roupas, tirar fotos e se alimentar), mas uma vez lá em cima é possível ter uma vista privilegiada e conhecer as ruínas do observatório (que funcionaram entre os anos de 1883 e 1904).

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