Estudo afirma que o desejo de explorar o mundo é induzido por um gene presente em apenas 20%  das pessoas

Você certamente conhece alguém que não demonstra muito desejo de sair de casa e explorar novos lugares, trocar de emprego ou viver novas experiências. São aquelas pessoas que se sentem confortáveis em permanecer na mesma  cidade por muitos anos e viver a mesma rotina dia a dia.

Em contrapartida, existem pessoas que não conseguem parar quietas, com um desejo constante de explorar cada pedacinho do mundo. Elas, geralmente, mantém o passaporte em dia mesmo sem nenhuma viagem à vista, somente por precaução.

Não importa quantos lugares elas conheçam ou quantas viagens elas façam,  sempre acham que há muito mais para ver, viver e sentir. Aquela “fome” de explorar novos lugares parece nunca ser saciada, não importa quantas férias elas tirem ou quantas jornadas façam, elas sempre querem mais e mais.

Foto: Pixabay

Essas pessoas não mantém exatamente um plano em suas cabeças, mas simplesmente se deixam levar por experiências sem um planejamento muito detalhado. Aliás, como ou quando chegar não é o ponto principal para elas: tudo o que importa são as incríveis surpresas do acaso.

Se identificou? De acordo com recentes pesquisas científicas, viajar pode estar no seu DNA.

Wanderlust, o gene das viagens

Segundo pesquisas, o desejo inerente de viajar pode ser rastreado por um derivado genético do gene DRD4, que está associado aos níveis de dopamina no cérebro, um neurotransmissor que atua no controle de movimentos, memória e prazer.

O gene em si, que é identificado como DRD4-7R, foi apelidado de “gene wanderlust”, um termo em alemão que define exatamente esse ímpeto por estar sempre de malas prontas. Se traduzido ao pé da letra, significa a junção de  “wander”, que corresponde à prática por caminhadas e “lust”, que significa uma vontade profunda, um desejo.

O gene, por sua vez, não é muito comum, presente apenas em 20% da população mundial. De acordo com um estudo conduzido na Universidade de Kaplan, nos Estados Unidos, verificou-se que há uma prevalência muito maior do gene em regiões do planeta onde as viagens foram encorajadas no passado.

Essa pesquisa corrobora o que já havia sido levantado em um estudo realizado por Chaunsheng Chen, em 1999, na  Universidade da Califórnia, que já  apresentava a teoria do DRD4-7R e sua ligação com a curiosidade e inquietação.

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O pesquisador Richard Paul Ebstein, professor da Universidade Nacional de Singapura, estuda o gene há mais de 20 anos e sua relação com pessoas que correm riscos no mercado financeiro. Ele defende a conexão do gene com comportamentos aventureiros.

“Temos evidências para sugerir que a variação do gene é responsável pela impulsividade e pela busca de novidades. As pessoas que possuem esse alelo parecem estar mais propensas a desafios”, disse em uma entrevista ao Telegraph. que pode ser conferida aqui.

Um outro estudo realizado por David Dobbsnal, da National Geographic, confirmou essas descobertas e verificou que o gene não só traça o elo entre curiosidade e inquietação, mas especificamente uma paixão por viagens.

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De acordo com Dobbs, a presença do DRD4-7R resulta em pessoas que são “mais propensas a correr riscos, explorar novos lugares, idéias, alimentos, relacionamentos, drogas ou oportunidades”. Ele ainda afirmou que os portadores desse gene geralmente “abraçam movimentos, mudanças e aventuras”.

E você, é predisposto geneticamente a viajar?

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