Veículos a gasolina e diesel serão banidos até 2030: pelo menos é o que promete Amsterdã, na Holanda, e outras cidades europeias

A Europa está à frente do Brasil no tangente a padrões de emissão de poluentes. Em Amsterdã, na Holanda, a partir de 2030, carros e motos movidos a gasolina e diesel serão proibidos. A cidade tenta baixar os níveis de poluição que estão acima do permitido pelas normas europeias já que, segundo o ministro da saúde holandês, o nível de dióxido de nitrogênio atual pode ocasionar doenças respiratórias à população, além de reduzir a expectativa de vida em mais de um ano.

Mesmo com o intenso uso de bicicletas na Holanda, sobretudo em Amsterdã e na cidade portuária de Roterdã, a poluição do ar é elevada devido ao tráfego pesado de veículos. Assim, a restrição será feita de forma gradual, já com a proibição de veículos a diesel produzidos antes de 2005 (mais de 15 anos).

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Ao mesmo tempo, serão incentivados veículos elétricos e a hidrogênio, com subsídios e permissões de estacionamento. Um investimento em infraestrutura será realizado e, para viabilizar o projeto, a cidade deverá passar dos atuais 3.000 postos de recarga elétrica para até 23.000 em 2025.

Cidades europeias em busca da sustentabilidade


Outra cidade que está no caminho de ares mais limpos é Paris. A cidade já proíbe, desde 2016, a circulação de automóveis produzidos antes de 1997 e de motocicletas produzidas antes de 1999, de segunda a sexta feira entre às 8h e 20h. “Para mim, a poluição causa problemas de saúde pública. E saúde pública não se negocia”, declarou a prefeita Anne Hidalgo na época.

Seguindo a tendência mundial, a histórica capital da Itália, Roma, prometeu banir veículos a diesel do centro da cidade até 2024, semelhante ao que já é realizado em Madri, capital da Espanha, que restringe o acesso de veículos a gasolina fabricados antes de 2000. Já o governo dinamarquês anunciou que pretende proibir a venda de carros novos a gasolina e diesel a partir de 2030 e híbridos a partir de 2035.

No Brasil, há um projeto de lei tramitando no senado federal para reduzir gradualmente a fabricação de veículos a combustão, com exceção de veículos movidos a biocombustíveis, como os totalmente a etanol ou híbridos.

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O PLS 454/2017, que atualmente está na “Comissão de Meio Ambiente” do Senado, prevê um teto de 90% de veículos a combustão emplacados a partir de 2030, evoluindo para um máximo de 70% em 2040, 10% em 2050 e por fim, a proibição total em 2060.

Estão envolvidos veículos de passeio, comerciais e pesados, movidos a combustíveis fósseis (gasolina, diesel, gás natural e afins), incluindo híbridos ou dotados de motor flex. Um outro projeto de lei, o PLS 304/2017 é mais restritivo, proibindo a comercialização a partir de 2030 e a circulação a partir de 2040.

A expectativa é que essa importante discussão também avance por aqui.

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