Primeiro arranha-céu de São Paulo, Edifício Martinelli comemora 90 anos e terá observatório com restaurantes, exposições, bares e cafés 

Se o imponente Edifício Martinelli, na região central de São Paulo, pudesse falar, ele certamente agregaria muito à própria história da capital. Localizado em um triângulo privilegiado formado pela rua São Bento, a avenida São João e a rua Líbero Badaró, a suntuosa construção completa, em 2019, 90 anos desde sua inauguração.

Em comemoração, a Prefeitura de São Paulo anunciou a reabertura de seu terraço ao público, que permanece fechado desde 2017. A ideia é que as visitas retornem ainda neste mês de abril, inicialmente aos sábados. Desta vez, os visitantes poderão contar com um núcleo de recepção e informações turísticas. E mais novidades vem por aí.

A Prefeitura de São Paulo é, atualmente, dona de 38% do edifício, incluindo seu terraço que possui uma vista panorâmica para diversos pontos icônicos da região central da cidade. A ideia é transformar o local em um observatório nos mesmos moldes do Farol Santander e do Terraço Itália, concedendo uma área de 2 mil m² – cerca de três andares – para o setor privado. Com o nome de “Observatório Martinelli“, o projeto pretende potencializar o local como atração turística e revitalização da região central da cidade.

Foto: Divulgação

A empresa concessionária vencedora deverá providenciar a restauração do espaço, além de garantir maior acessibilidade e instalar equipamentos de segurança, como guarda-corpos mais altos. A intenção é que o terraço fique aberto diariamente e receba exposições, cafés, restaurantes e até mesmo lojas.

A previsão de investimento no projeto de restauração do edifício é de cerca de R$ 3 milhões. Para esta segunda etapa de revitalização, a previsão é que seja inaugurada até o segundo semestre de 2020.  

Conheça a história do Edifício Martinelli


Um dos principais cartões postais da região central de São Paulo, o Edifício Martinelli foi construído em 1929 pelo imigrante italiano Giuseppe Martinelli, que tinha a intenção de erguer o prédio mais alto da América do Sul. Na época em que foi construído, o Martinelli se destacava em meio a outras edificações da cidade que possuíam, no máximo, cinco andares.

Foto: Luiz Mauro/ Flickr

Despontando como um gigante no céu da capital, o Edifício Martinelli seguiu, de fato, até a década de 40 como o mais alto do Brasil. A princípio, o projeto apresentava 12 andares, mas Giuseppe passou a elevar cada vez mais a altura do prédio, chegando, por fim, a 30 andares e impressionantes 105 metros de altura.

No topo do prédio – e como uma prova de que o edifício não iria cair, como muitos acreditavam – o italiano construiu sua própria residência, inspirada em uma clássica vila italiana. Em seu espaço particular perto do céu, Giuseppe criou uma verdadeira mansão de quatro andares, quinze cômodos, quartos de hóspedes, salão de festas e muito mais.

Foto: Milton Jung/ Flickr

Com uma arquitetura que vai do barroco ao gótico, o edifício chamava a atenção pelo tom rosado de sua estrutura, tanto é que foi pelidado de “bolo de noiva” por ninguém menos que o escritor Oswald de Andrade. Em seus tempos áureos, o Edifício Martinelli era frequentado pela alta sociedade da época e chegou a abrigar um sofisticado hotel e o mais luxuoso cinema da cidade até então, o Cine Rosário.

No entanto, na década de 60, teve início uma era de decadência. O edifício foi vendido e passou para a mão de mais de 100 proprietários que não conseguiram administrar o prédio. O Edifício Martinelli se tornou, então, um grande cortiço verticalizado.

Além de abrigar prostíbulos e clínicas clandestinas, o lixo deixou de ser recolhido e passou a ser descartado nos poços de ventilação do prédio, formando grandes montanhas de resíduos que chegavam a atingir metros de altura. Com isso, veio também a criminalidade, e diversos assassinatos começaram a ocorrer – muita gente, até hoje, afirma com convicção que o prédio é mal assombrado.

Foto: Arquivo

Em 1975, o edifício foi desapropriado e passou por um processo de restauração. Em 1979, já revitalizado, o local virou sede de diversas repartições municipais, como a Emurb e Cohab. Em 2010, o Edifício Martinelli começou a oferecer visitas monitoradas gratuitas para quem tivesse interesse em conhecer sua história, interrompidas no final de 2017 por conta de alguns acidentes. Agora, se inicia uma nova era do gigante que desponta nos céus do centro da capital paulista.

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