Extravagante e divertida, a capital do Pará tem passeios interessantes, que percorrem histórias e belezas naturais da região amazônica

Fundada em 1616 com intenção de proteger a entrada da Amazônia, a cidade de Belém foi contemplada com edificações impressionantes durante a construção da cidade e na chamada “Bella Epoque Tropical”, provocada pela riqueza proveniente da extração de borracha, no final do século XIX. Muitas dessas construções permanecem intactas até hoje, e podem ser conferidas em diversos bairros da cidade.

A localização não poderia ser melhor, erguida em frente à Baía de Guajará, Belém também oferece uma experiência autêntica e bem diferente aos turistas que visitam o destino: entrar em contato com os encantos e exuberância da maior floresta tropical do mundo pode ser inesquecível.

A autenticidade da capital paraense é marcada pelas especiarias, nos costumes e sabores encontras apenas nessa região do país. Taperebá, Tucupi, Tacacá e Tambaqui, são nomes que você vai escutar com frequência quando estiver cruzando os sinuosos corredores do Mercado Ver-o-Peso, considerado a maior feira ao ar livre da América Latina.

Apesar de parecer pouco tempo, é possível conhecer o melhor da cidade, e de quebra, tirar umas horinhas para emergir na natureza vibrante da Amazônia, em apenas 48 horas. Depois é só planejar uma viagem com mais calma e retornar para conhecer mais do Estado do Pará.

Dia 1 – Tour pela cidade


Foto: Leandro Neumann Ciuffo / Flcikr

Comece o dia descobrindo as construções centenários da Cidade Velha, o bairro mais antigo e turístico de Belém. A área concentra as primeiras grandes obras arquitetônicas da cidade, algumas adornadas com azulejos portugueses, que adereçam o caos formado pelos pescadores, comerciantes e moradores que circulam próxima à Praça do Relógio, em frente ao Rio Guamá.

A Praça Frei Brandão concentra as construções mais visitadas do bairro: a Casa das 11 Janelas, o Forte do Presépio e a Igreja da Sé. Esse é um ótimo local para começar a explorar as atrações da Cidade Velha.

Curiosos e apaixonados por história, podem conhecer os oito museus e as quatro igrejas instaladas no bairro. Mas como o tempo é curto, a sugestão é tentar conhecer ao menos o Museu de Arta Sacra, instalado na Igreja de Santo Alexandre, o Museu da Imagem e Som, a Catedral da Sé e o museu localizado na parte interna do Forte do Presépio, com peças de cerâmica pré-histórica encontradas na região e artefatos indígenas.

Depois siga para o Mangal das Garças, o espaço verde mais bonito da cidade, construído à beira rio. O parque é lar de dezenas de espécies de aves originárias da Amazônia e ainda possui o maior borboletário público do Brasil, com mais de 800 espécies de insetos.

Foto: Marcos Eduardo e Lima / Wikimedia COmmons

O almoço pode ser feito no disputado Manjar das Garças, restaurante instalado dentro do parque, que ganhou fama através de seus pratos criativos, que combinam ingredientes regionais com técnicas da alta gastronomia.

Uma visita à capital paraense não está completa sem uma passadinha pelos corredores do Mercado Ver-o-Peso. Frutas, ervas, grãos, castanhas, artesanatos, sucos, peixes, roupas e pratos típicos do estado, são alguns dos produtos comercializados no interior da feira, tudo separado por alas e tendas que movimentam o ambiente, uma forma divertida e curiosa de conhecer um pouco mais a cultura paraense e especiarias da floresta amazônica. Se tiver um espacinho na barriga, ainda dá para encarar um açaí ou se refrescar tomando uma Cerpa bem gelada em algum barzinho do mercado, enquanto observa a movimentação de barcos no Rio Guamá.

Foto: Dado Photos / Shutterstock

Depois de tanta caminhada, a dica é descansar e aproveitar um dos principais atrativos de Belém: a gastronomia. Um ótimo local para jantar é o complexo turístico da Estação das Docas, instalado em três armazéns de ferro com estrutura inglesa, no antigo porto de Belém.

Dá para provar as cervejas artesanais da Amazon Beer, experimentar os sorvetes da Cairu, eleita a melhor sorveteria do Brasil em 2014, e conhecer os sabores da região nos diversos restaurantes instalados no complexo.

Dia 2 – Almoço e visitação a Ilha do Combu


Foto: Bruna Brandão / MTUR

Belém é rodeada por 39 ilhas bem preservadas onde é trabalhado o turismo. A Ilha do Combu é a mais próxima da cidade e a mais popular entre os moradores. A ilhota repleta de samaúmas, açaizeiros e cacaueiros, oferece ótimas opções de restaurantes à beira rio, a apenas 10 min de barco, partindo da Praça Princesa Isabel, no bairro do Condor.

Mesmo tendo visão nítida da cidade do outro lado do Rio Guamá, a Ilha do Combu tem o poder de fazer você se desconectar e apreciar o bucolismo da Floresta Amazônica. Mergulhar no rio, fazer um passeio de barco pelos igarapés, conhecer as casinhas pitorescas dos ribeirinhos que vivem na ilha, comer chocolate 100% natural e experimentar o famoso tambaqui na brasa, são convites perfeitos para você se desconectar do agito da capital paraense por algumas horas.

Foto: Dado Photos / Shutterstock

Um dos destaque da ilha é o belo trabalho executado por Dona Nena, moradora da ilha que começou a comercializar chocolate artesanal, feito com o cacau produzido no local. Os produtos deram tão certo, que em pouco tempo a família de Nena precisou aumentar o volume de produção para quase 80 kg por mês. Hoje, os produtos podem ser encontrados em diversas lojas de Belém e em restaurantes famosos, como do Chef de cozinha Thiago Castanho, um dos mais premiados do Brasil.

Nossa indicação de Restaurante é o Saldosa Maloca (com “L” mesmo), que conta com uma ótima estrutura construída em palafita à beira rio, píer, algumas espreguiçadeiras e ótimos pratos que ajudam a fama de Belém com o título de Cidade Criativa da Gastronomia. Os carros chefes da casa são os pratos elaborados com produtos locais, como tucupi, peixes, camarões de água doce e açaí.

Ao retornar para a cidade, faça uma visita na Praça da República, um dos largos mais importantes de Belém, onde estão instaladas construções icônicas da cidade como o Theatro da Paz, inspirado no belíssimo Teatro Scala, na Sicília, e o monumento à República, inaugurado no dia 15 de novembro de 1897.

Foto: Bruna Brandão / MTUR

Bem próximo do local também está a Catedral da Nazaré, a terceira Catedral mais antiga do país, única Basílica da Amazônia Brasileira e ponto final da maior caminhada de fé do país: o Círio de Nazaré.

Dica extra

Existem outros pontos interessantes na cidade que podem ser combinados, caso você tenha um tempo a mais em Belém. Você pode conferir as exposições do Espaço São José Liberto, fazer uma caminhada no Museu Paraense Emílio Goeldi e até mesmo conhecer a orla de Icoaraci, município vizinho famoso pelo artesanato confeccionado com cerâmica.

» Rota dos Rios: viagem de barco Belém x Santarém x Manaus
» Hostels legais para ficar hospedado em Belém
» 10 programas imperdíveis para fazer em Belém
» 10 destinos incríveis para conhecer no estado do Pará

Dicas para planejar sua viagem:

» Encontre hotéis, pousadas, resorts e hostels com o Booking.com
» Reserve passagens aéreas com a MaxMilhas.
» Ganhe R$130 de crédito do Airbnb na primeira reserva.

Aniversário de São Paulo: confira 20 eventos gratuitos para curtir no feriado

Artigo anterior

Safáris na África: Botsuana e Namíbia na mesma viagem

Artigo seguinte

Você pode gostar