Aberto para visitação em 1979, o Parque Nacional da Serra da Capivara concentra vestígios do homem pré histórico no Brasil e foi inscrito pela UNESCO na lista de Patrimônios Mundiais, devido sua importância arqueológica e histórica

Além de abrigar milhares de sítios arqueológicos com pinturas rupestres e áreas de estudo onde foram encontrada ossadas e utensílios milenares, o Parque preserva uma enorme área de vegetação exuberante típica da Caatinga, emolduradas por chapadas e formações rochosas curiosas, que passam uma estética de cenário pré histórico.

O Parque Nacional da Serra da Capivara está situado no sudoeste do Piauí, entre os municípios de Coronel José Dias, São Raimundo Nonato e São João do Buriti. A forma mais rápida de acesso à reserva, são os aeroportos de Teresina e Petrolina, no estado vizinho de Pernambuco.

Por estar em uma zona de difícil acesso e por oferecer uma gama bem diversificada de atrações, muitos visitantes decidem conhecer o destino com um pouco mais de calma, para não tornar a viagem exaustiva.

A cidade de São Raimundo Nonato é a principal base dos visitantes que chegam no destino. A cidade está conectada por estradas com as principais cidades do estado e outras capitais importantes do Nordeste. O município tem como principal fonte de renda o comércio e turismo, concentrando algumas opções de hospedagens simples, mas que oferecem conforto e serviços básicos que auxiliam os turistas que chegam sem muita informação do destino. A Pousada Zambelê e a Pousada Progresso são as opções mais populares do município.

Se você busca ficar ainda mais próximo do parque e acordar com vista para as montanhas, a cidade de Coronel José Dias e o povoado do Sítio do Mocó podem ser uma ótima opção. Nossa dica é a hospedagem rústica do espaço Cerâmica Serra da Capivara. Para aventureiros, eco lovers e mochileiros, o espaço Pedra Furada, no Sítio do Mocó, oferece área para camping, redário e algumas suítes com preços mais acessíveis.

Dia 1 – Museus, artesanato e pôr do sol nas montanhas


Foto: Gustavo Albano

Foto: Gustavo Albano

Para compreender melhor a importância histórica da Serra da Capivara, comece um tour pelos museus do Homem Americano e da Natureza. Os espaços dedicados a preservação dessa história enigmática, possuem acervos impressionantes deixadas pelos povos pré-históricos.

Inicie o tour pelo Museu da Natureza, localizado em frente à entrada do Parque Nacional, a 35 km do centro de São Raimundo Nonato. O museu é a mais nova atração da Serra e possui uma exposição permanente contando toda a história da região, separadas em 12 salas. De lá siga para a Cerâmica da Serra da Capivara. A cooperativa criada em 1992, produz 12 mil peças por mês e atende gigantes do comércio, como o grupo Pão de Açúcar e a descolada Tok Stok. O espaço conta com uma loja (aproveite os preços promocionais de fábrica), um espaço para hospedagem e um restaurante, com sabores típicos da região.

Depois do almoço chegou a hora de conhecer o Museu do Homem Americano. O local contém cerca de 90 peças encontradas durante as pesquisas na região. Além disso, o museu também conta com algumas áreas interativas, onde é possível observar as diversas pinturas rupestres encontradas no parque.

Para finalizar o primeiro dia com chave de ouro, siga pela BR-020 em direção ao Baixão das Canoas, localizado na Serra Vermelha, no entorno do Parque Nacional da Serra da Capivara. O acesso é feito em uma sinuosa estrada de terra, com aproximadamente 9 km. De lá, uma pequena trilha conduz os visitantes até um mirante em meio a formações rochosas curiosas. Um ótimo local para assistir o pôr do sol e admirar as belezas das serras que emergem sobre a Caatinga. Por não estar dentro do Parque, a atração não possui taxa de entrada e pode ser feito de maneira autônoma, sem a contratação de guias.

Dia 2 – Tour pelos sítios arqueológicos


Foto: Gustavo Albano

Foto: Gustavo Albano

Prepare-se para passar horas tentando desvendar as mensagens arquivadas em rochas e grutas pelos nossos antepassados. O Parque Nacional da Serra da Capivara é dividido por 4 serras (Capivara, Talhada, Vermelha e Branca) e cada uma possui um complexo de sítios arqueológicos abertos para visitação.

O circuito mais visitado é o da Pedra Furada. Nele estão concentrados o Boqueirão da Pedra Furada, com mais de 1000 pinturas rupestres, e a icônica formação rochosa que leva o mesmo nome do circuito. O passeio pode ser complementado com uma visita no Sítio do Meio e no Baixão das Mulheres, localizada no Sítio do Mocó.

Dia 3 – Aventura e mais pinturas rupestres


Foto: Gustavo Albano

Foto: Gustavo Albano

O Desfiladeiro da Serra da Capivara concentra 17 trilhas que conduzem os visitantes para sítios arqueológicos, mirantes e formações rochosas curiosas. O circuito, como o próprio nome já diz, está inserido entre os paredões de um charmoso cânion, que serviu de abrigo aos nossos antepassados à milhares de anos atrás.

O Desfiladeiro da Serra da Capivara está entre as atrações mais visitadas, devido à facilidade de acesso e estrutura oferecida aos turistas. Entre os 17 pontos de visitação demarcados, a Toca da Entrada do Pajaú, a Toca da entrada do Baixão da Vaca e a Toca do Inferno, são as que mais chamam atenção, tanto pela concentração de pinturas, quanto pela beleza natural dos locais.

Por ser uma atração que demanda tempo para ser conhecida, o indicado é levar um lanche e água potável para o passeio. Ao sair do parque, separe o fim da tarde para conhecer o simpático centro de São Raimundo Nonato. Você pode começar pelo Mercado Municipal da cidade, conhecer a Igreja de SRN e apreciar o pôr do sol no Alto do Cruzeiro, ponto mais alto da cidade, que oferece uma vista panorâmica das serras e campos da região.

Dia 4 – Serra Branca e Balé das Andorinhas

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

A Serra Branca é o setor que concentra a maior parte das pinturas rupestres e trilhas da Serra da Capivara. Prepare as pernas e deixe a máquina fotográfica posicionada para realizar belos registros.

O circuito possui trilhas com níveis moderados que passam por diversos mirantes e “tocas”, onde estão localizadas as pinturas rupestres. A Toca do Conflito reúne gravuras que representam lutas e assassinatos, e está entre as atrações mais visitadas deste lado do Parque. Outros locais interessantes de visitar são a Toca do Sobradinho, a Toca do Caboclo e a Toca do Juazeiro da Serra Branca, última toca desabitada pelas famílias que viveram dentro da área ambiental na década de 60.

O fim do dia é marcado pela maravilhosa revoada com centenas de andorinhas de coleira, que acontece diariamente, entre às 18 / 18h30. O local escolhido pelas aves não poderia ser mais espetacular: um cânion profundo coberto pela Caatinga, batizado como “Baixão das Andorinhas”. A contemplação dos voos rasantes e acrobáticos é conferida no topo dos paredões de pedra, permitindo também, uma vista ampla das serras do parque.

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