A medida busca fortalecer as políticas ambientais da Noruega, trazendo mais fiscalização em todo o território nacional

Não é de hoje que temas como aquecimento global e desmatamento estão presentes nas escolas, em debates políticos e diversos outros contextos, e não é para menos: ignorar esses assuntos significa abrir mão de uma das maiores riquezas que possuímos, não sendo à toa que ao proibir o corte de árvores o governo da Noruega virou notícia mundial.

A medida foi adotada para eliminar o desmatamento em todo o país, ou seja: vale para literalmente todo o território norueguês. Além disso, também se tornou proibido para os cidadãos adquirir produtos que durante o seu processo de fabricação tenham contribuído para o corte de árvores em qualquer lugar do mundo.

Do ponto de vista turístico, ao saber que não existe mais desmatamento na Noruega podemos esperar paisagens cada vez mais lindas e a certeza de visitar um país que cumpre seu papel em relação ao meio ambiente, mas essa notícia não se restringe somente a isso.

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Os desafios enfrentados pelo governo da Noruega no combate ao desmatamento

O fim do corte de árvores na Noruega e a proibição da aquisição e comercialização de produtos ligados ao desmatamento, mesmo que indiretamente, levanta outra questão tão importante quanto: a relação com produtos como carne e soja, conhecidos mundialmente por serem alguns dos maiores responsáveis por esse corte em todo o mundo.

A devastação de áreas gigantes para plantio, extração de madeira e agropecuária levaram à criação de áreas de reflorestamento, mas essa está longe de ser uma solução suficiente, principalmente quando há uma inevitável e constante demanda pelos produtos citados, o que leva à necessidade de maior conscientização por parte de todas as pessoas em relação ao que consomem.

Em um mundo ideal, todos nós buscaríamos saber de onde vem o que comemos, por exemplo, e descartaríamos tudo aquilo que houvesse causado mesmo que a derrubada de uma única árvore. Com isso, a produção seria enfraquecida e, consequentemente, a indústria por trás aos poucos perderia força, tudo isso sem a intervenção de qualquer governo, mas como fazer quando nem mesmo esse governo dá o primeiro passo ou apoia causas ligadas ao meio ambiente?

A decisão do governo da Noruega de proibir o corte de árvores em todo o seu território, por exemplo, entrou em vigor apenas dois anos após a Cúpula do Clima, realizada pela ONU em 2014. O Reino Unido e a Alemanha, igualmente participantes, também se comprometeram a adotar ações para diminuir o desmatamento, mas ao menos até o momento não tomaram nenhuma medida realmente efetiva. Com isso, a Noruega é o primeiro país a de fato combater o corte de árvores.

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Os reflexos dessa decisão e o que mais pode ser feito

Decisões como essa tomada pelo governo da Noruega refletem diretamente na qualidade de vida de todos e na diminuição dos danos causados pelo chamado efeito estufa, por isso é tão importante que sejam adotadas pelos demais países.

Mesmo os que não se comprometeram de alguma forma podem, por exemplo, dar maior liberdade para a ação das comunidades indígenas, fomentar fiscalizações ambientais em locais de difícil acesso, e a longo prazo, educar para mudar a cultura da sociedade do consumo: a floresta é mais lucrativa em pé.

Aprender sobre a importância em preservar esses patrimônios naturais, como matas nativas, nascentes, rios e encostas, se tornou uma obrigação de todos, mas apenas com ações governamentais efetivas como essa podemos atingir resultados sólidos.

Ou seja: o desmatamento é um assunto realmente sério, não importando o lado pelo qual seja visto, e se mais países se inspirarem no governo da Noruega para repensarem suas políticas em relação ao meio ambiente, em pouco tempo será possível minimizar os impactos causados e melhorar, e muito, um cenário que até então tende a piorar cada vez mais.

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