Perdidas no tempo, as cidades brasileiras onde ninguém mais vive guardam histórias e mistérios 

Silêncio e vazio. Um vilarejo sem uma único habitante, construções em ruínas, onde as plantas tomam conta do lugar. Vestígios de vida permanecem, lembranças, objetos, mas não pessoas.

Assim são algumas cidades e vilarejos cujos moradores, pouco a pouco, foram partindo – até não restar mais ninguém. Conhecidas como “cidades fantasma”, cada uma guarda sua história de um período em que havia muita vida por ali.

Os vestígios de um tempo bom, no entanto, continuam intactos, como peças de um museu sem muitos visitantes. A cada passo, há muito o que observar, sentir e imaginar.

Conheça 7 cidades fantasma brasileiras que podem ser visitadas.

Igatu – BA

Foto: Adelano Lázaro/ Wikimedia Commons

Igatu, na Bahia, antigamente conhecida como Xique-Xique, fica na região da Chapada da Diamantina. A cidadezinha teve seu auge na época da extração de diamantes e pedras preciosas e logo tornou-se um lugar extremamente rico.  

No início do século XX, com o declínio da exploração,  Xique-Xique foi, aos poucos, perdendo seus moradores. A cidade, que chegou a ter mais de 10 mil habitantes, atualmente tem pouco mais de 300 e uma parte onde só restam ruínas.

Velho Airão – AM

Foto: Velho Ayrão

Velho Airão ou Airão Velho, foi um povoado do Estado do Amazonas. Fundado no ano de 1694, foi o primeiro vilarejo instalado às margens do Rio Negro.

Ninguém ao certo sabe o motivo exato, mas reza a lenda que uma invasão de formigas expulsou os moradores de lá em meados de 1950. Logo depois disso, a cidadezinha de tornou em um vilarejo fantasma. Atualmente, só restam ruínas que estão sendo tomadas pela floresta. Muitas pessoas aproveitam a atmosfera exótica para fazer ensaios fotográficos.

Ararapira – PR

Foto: Otávio Nogueira/ Wikimedia Commons

Localizada bem na divisa entre o Paraná e São Paulo, Ararapira conta com uma igreja, uma cadeia, diversas casinhas e um cemitério. Mas não há moradores. Não se sabe ao certo o motivo que levou ao seu abandono.

Alguns dizem que foi por conta de uma disputa entre os estados. Outra teoria diz que a erosão começou a engolir a cidade após a abertura de um pequeno canal. Ararapira, agora, permanece um pouco mais viva graças ao turismo.

Vila de Biribiri – MG

Foto: Adelano Lázaro/ Wikimedia Commons

Parte do Parque Estadual do Biribiri, próximo à cidade de Diamantina,  a Vila do Biribiri foi construída para os funcionários de uma fábrica de tecidos do século XIX.

Com o fim das atividades da fábrica, os funcionários foram embora e a vila foi abandonada. Atualmente pouquíssimas famílias ainda vivem no local, que mantém charmosas casinhas pintadas de branco e azul.

São João Marcos – RJ

Foto: Kika Lima/ Wikimedia Commons

São João Marcos chegou a ser o município mais populoso do Estado, atingido cerca de 20 mil habitantes no século 19. Porém, em 1940, por conta de uma decisão do então presidente Getúlio Vargas, a cidade foi esvaziada para dar lugar à construção de uma barragem. Atualmente é possível visitar as ruínas e trilhas do lugar  em um passeio que dura cerca de 40 minutos.

Cococi – CE

Foto: Fortaleza em fotos

Cidade fantasma em pleno sertão do Ceará, Cococi marcou o início da colonização do estado com a chegada de uma rica família à região no início do século XVIII. Após ser extinto como município, ainda preserva alguns casarões e lembranças do seu tempo áureo, mas permanece completante inabitada.

Fordlândia – PA

Foto: Amit Evron/ Wikimedia Commons

Henry Ford tentou construir no Brasil um império automobilístico aos moldes americanos no final da década de 20, planejando uma verdadeira cidade para abrigar funcionários em Santarém, no Pará.  O projeto não foi para a frente por conta de muitos problemas e foi abandonado, hoje só restam ruínas das imponentes instalações do passado.

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